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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Cirurgias Plásticas - Prós e Contras




Que o espelho, por vezes, é nosso pior inimigo, já nós sabemos, mas a obsessão pela perfeição tem um preço. São muitas as caras conhecidas que recorrem à cirurgia estética, mas nem sempre estas intervenções são bem-sucedidas.

Ao longo dos anos as cirurgias plásticas tornaram-se um tema atual, apesar de a sociedade continuar a olhar de forma relutante para alguns métodos utilizados. As intervenções estéticas diferem de país para país, mas as três mais requisitadas são: o aumento de peito, a aplicação de botox e a rinoplastia.

Há quem acredite que estas intervenções estéticas ajudem na autoestima das pessoas, promovendo a uma espécie de blindagem no cérebro.

“Somos uma sociedade obcecada pela beleza, diposta a persegui-la a qualquer custo”, afirma Nancy Etcoff, psicóloga da Universidade Harvard.


É de salientar que todas as cirurgias são um risco. Muitas pessoas já morreram durante as cirurgias e outras ficaram irreconhecíveis. O exemplo mais mediático foi o do cantor Michael Jackson, mas outros famosos, de certeza, devem-se ter arrependido da sua decisão: Janice Dickenson, Donatella Versace ou Mickey Rourke.

Existem muitos adolescentes que fazem os possíveis e impossíveis para se parecerem com os seus ídolos.

De acordo com a psicopedagoga Cristiane Bertucci Nicoleti, "todas as crianças passam pela fase da imitação, seja do pai, mãe, professor, ator ou qualquer pessoa que lhe mostre algo positivo (...) Tudo o que vira exagero pode tornar-se mau".

Como tal, os pais devem ter o cuidado de orientar os seus filhos e não incentivá-los a realizarem operações plásticas, cuja finalidade é imitar os seus ídolos.

Segundo a psicóloga da Universidade Rutgers-Canden, Charlotte Markev, “o que os adolescentes pensam sobre o seu corpo hoje vai contribuir para o próprio conceito de saúde que terão no futuro”.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Mortes no Futebol



“Médicos especialistas da FIFA informaram nesta quinta-feira que nos últimos cinco anos contabilizaram, em todo o mundo, a morte de 84 jogadores de futebol enquanto treinavam ou disputavam jogos, devido a problemas cardíacos”. (notícia publicada pelo Jornal Público em 2012).

Foi a 25 de janeiro de 2004, quando os portugueses assistiram, em choque, à morte do jogador do Benfica, Miklos Fehér, de 24 anos. Após aquele momento, os portugueses colocaram de parte os clubismos e uniram-se na dor.

Miklos Fehér não foi o único jogador, em Portugal, a morrer em campo. Em 1973, o FC Porto viu Pavão morrer de ataque cardíaco. Posteriormente a estas mortes, a Liga Portuguesa de Futebol já assistiu a mais três casos: Pedro Navalho, Hugo Cunha e Alex Marques.

“O nível de competitividade do futebol atual, no qual exige uma intensidade cada vez maior de força muscular, mais capacidade cardiorrespiratória e exercícios físicos exaustivos podem estar associados ao aumento dos casos de morte súbita”, afirma o doutor Álvaro Amândio.

Segundo as recomendações da FIFA, os desportistas devem submeter-se a avaliações médicas regulares: “um exame cardíaco detalhado (físico, eletrocardiograma) pode indicar suspeitas de alguma doença. Em seguida, será necessária uma investigação especializada adicional (ultrassom, por exemplo), que pode revelar a gravidade do problema e determinar se o paciente precisará ou não de tratamento antes de voltar a jogar”.

Este ano, já foram confirmadas mais três mortes súbitas de jogadores de futebol: Sylvain Azougoui, Albert Ebossé Bodjongo e Peter Biaksangzuala.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Anorexia: a realidade para lá do espelho



Infelizmente, já assisti e vivi esta dura realidade. Doeu mais ver a minha “mana” mais nova a enfrentar esta doença. Foi um choque para mim quando soube pelo que estava a passar. Como a entendia tão bem…

Acreditem que, nestas alturas, o espelho é o nosso pior inimigo. Mostra-nos uma realidade deturpada. Pensamos que estão todos “cegos” e “loucos” e que só nós é que estamos bem. Mas não, nós é que estamos mergulhados nesta maldita doença e não conseguimos ver a realidade.

Quando a vi pela primeira vez, depois de meses internada, abracei-me a ela a chorar. Não queria acreditar como a minha maria-rapaz estava a passar pelo que eu passei. Aquele sentimento de impotência por não ter conseguido protegê-la assombrou-se sobre mim. Eu sei que não tive culpa, mas foi como se tivesse tido. Foi como se o meu exemplo não lhe servisse de lição.

Foi no verão de 2007 quando passei por mais uma provação da vida. Sentia-me bem, mas os meus amigos teimavam em dizer-me “estás demasiado magra” ou alcunhavam-me de “anorética”. Eu simplesmente sorria e pensava “vocês estão todos doidos”. As minhas visitas ao espelho tornaram-se constantes. O que será que eles viam que eu não conseguia ver?!


Demorei a entender que tinha um problema. Foi somente através de uma fotografia, tirada durante o verão, que me deparei com a dura realidade. Foi um choque. Como pude chegar àquele ponto? Mas a verdade é que cheguei. O meu princípio de anorexia adveio de (mais uma) depressão. Felizmente eu e a minha "mana" vencemos esta grande luta.

Portanto amigos, não ignorem as palavras daqueles que estão à vossa volta e pensem que, por vezes, o espelho pode ser o nosso pior inimigo.

Para mais testemunhos: http://www.villaramadas.com/testemunhos/anorexia-bulimia/aceite-por-todos/ 

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

As magias do Natal - Artigo de Opinião






"O Natal surge como o aniversário do nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus, sendo atualmente uma das festas católicas mais importantes.
Inicialmente, a Igreja Católica não comemorava o Natal. Foi em meados do século IV d.C. que se começou a festejar o nascimento do Menino Jesus, tendo o Papa Júlio I fixado a data no dia 25 de dezembro, uma vez que se desconhece a verdadeira data do Seu nascimento".

Iluminam-se as ruas. Enchem-se as lojas. Veem-se os sorrisos rasgados das crianças. É Natal.
Bem, antes de mais, deixem-me vos dizer que não é de todo uma época que me agrade, uma vez que não suporto a falsa realidade (de muitas famílias) reunidas e, durante os restantes 364 dias, não se comunicam.

Sim o Natal é das crianças, mas estas deveriam saber o verdadeiro significado da existência desta época festiva, bem como entenderem que há muitas crianças que não têm um Natal recheado com presentes e com bens considerados necessários.

Mas também tenho de louvar a atitude daqueles pais que, quando oferecem presentes aos filhos, dizem-lhes que têm de doar um dos seus brinquedos antigos para as crianças mais carenciadas.

Falando em presentes. Não sei se já tiveram a oportunidade de passear por Alvalade, mas este ano, a fim de dar a conhecer o seu comércio, a Junta de Freguesia decidiu espalhar pela avenida "barraquinhas" de artesanato. Portanto, para quem gosta de oferecer pequenas lembranças, fica aqui a sugestão.

Informo também que, mais um ano, os alunos da Universidade Lusófona uniram esforços para ajudar algumas Instituições, como por exemplo, a Ajuda de Mãe. Para quem tiver artigos de crianças, podem levar para a Universidade e assim ajudar quem mais precisa.

A vocês que gostam de animais, peço-vos para ajudarem as nossas Associações que, mesmo lotadas, acolhem e tratam dos nossos amigos de quatro patas.

Para finalizar, espero que a mentalidade da nossa Sociedade mude e que entendamos que o Natal deveria ser o ano inteiro, Feliz Natal.

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Poliamor: o amor sem fronteiras - Artigo de Opinião






«Dois é bom, três é demais». Esta é (talvez) daquelas frases que não se encaixam no conceito de Poliamor.

Este é um tema que muitos o conhecem bem e outros (quase) nunca ouviram falar. Tomei conhecimento deste assunto – do Poliamor – em 2009 ou 2010. Foi através daquele que, por norma, dá a cara e assume-se como poliamoroso. Sim, foi o meu professor.

Ontem, dirigi-me a ele, quase como forma de receber o “OK” de poder escrever acerca deste tema. Sabia tanto ou quase nada como vocês, até que pesquisei e tive, de igual forma, o privilégio de ouvir alguém com voz sobre o assunto.

Antes de mais, e isto porque eu também confundia os conceitos, temos de ter em atenção que Poligamia e Poliamor são coisas distintas.

Ora vejamos: entende-se por poligamia a união de um homem com várias mulheres e vice versa; enquanto que o poliamor pressupõe uma igualdade de direitos, não só entre sexos, mas entre pessoas.

“Poliamor é a ideia de que se pode ter de facto mais do que uma relação afetiva, romântica e/ou sexual, com o consentimento informado de todas as pessoas envolvidas, bem como o respeito, preocupação e empatia das mesmas”, esclarece o poliamoroso, Daniel Cardoso.

Quanto mais lia sobre o Poliamor, mais questões me surgiam. Primeiro, a nível sexual, questionei-me se, de vez enquanto, haviam relações em grupo; segundo, quando os membros de uma relação não-monogâmica decidissem ter filhos como é que seria.

Bem, quanto à questão dos filhos, li num artigo que os poliamorosos consideram que, uma vez que existem mais adultos, as crianças recebem mais amor e educação, bem como de haver mais recursos financeiros.

“Os poliamorosos consideram que, com ou sem reconhecimento do Estado ou da Sociedade, os modelos de família são múltiplos”.

Em relação à questão da atividade sexual, visto que não tinha a resposta, dirigi-me mais uma vez ao único poliamoroso assumido que conheço. Ao qual me respondeu que “todas essas coisas são decididas pelas pessoas em questão”.

A Sociedade considera-se modernizada, mas na verdade, quando se depara com pessoas do mesmo sexo (homossexuais) a beijarem-se ou várias pessoas (poliamorosos) a trocarem carinhos em público, as suas expressões dizem tudo. Aquele olhar de admiração ou aquelas expressões de “nojo” são visíveis. Porque não assumir que não estamos preparados para ir mais além do conhecido e do “aceitável”?!

Bem, digo-vos já que não sou e acho que nunca conseguirei ser poliamorosa, visto ser demasiado ciumenta e não ter a capacidade de partilhar “aquilo que é meu”. Quanto à questão das escolhas que as pessoas fazem, considero que “primeiro estranha-se, depois entranha-se”. Ou seja, devemos aceitar que as pessoas escolham a sua forma de ser feliz.

Na medida em que a monogamia é o único modelo relacional contemplado na lei, os poliamorosos lutam por direitos iguais e de reconhecimento social, pois consideram que só se privilegia a monogamia.

Em suma, devemos entender que, tanto uma relação poliamorosa como uma relação monogâmica, necessitam de características inerentes a cada um de nós. Pois, em ambos os casos, é necessário que todos os envolvidos se sintam seguros e tenham certeza do que realmente desejam.


Andreia Teixeira

domingo, 7 de dezembro de 2014

Touradas em Portugal: abolição ou património cultural?



Tauromaquia: O número de touradas realizadas em Portugal diminuiu 30,1% nos últimos 10 anos. De acordo com as estatísticas oficiais, as touradas têm vindo a perder importância e público. 

Segundo o presidente da Associação Portuguesa de Empresários Tauromáquicos (APET), Paulo Pessoa de Carvalho, a tauromaquia “sobreviveu em 2012, embora tenha ficado um pouco mais debilitada pela falta de público em determinados espetáculos”.

Atualmente em Portugal existem diversos movimentos “Anti-Touradas” que defendem os direitos dos animais e censuram esta tradição. Para estes movimentos as touradas roubam não só a dignidade ao touro como também a todas as pessoas que nelas se envolvem, sejam as que executam, as que assistam ou as que permitem.

No ano passado, Passos Coelho recebeu Sérgio Caetano, do Movimento pela Abolição das Corridas de Touros (MACT), para discutirem o futuro das touradas em Portugal.

Sérgio Caetano assegurou que “a abolição das touradas é defendida pela esmagadora maioria dos portugueses”, desejando assim, “o início de uma nova era e de uma evolução de Portugal”.

O facto do primeiro-ministro receber o MACT, suscitou protestos por parte da Federação Prótoiro, acusando o movimento anti-touradas “de ter conquistado uma vitória que resulta de uma fraude, uma vez que não foram acautelados o rigor e a verdade na votação”.

Diogo Costa Monteiro, presidente da Federação Prótoiro, descarta a proibição das corridas de toiros em Portugal, alegando que “a medida seria uma catástrofe que arrastaria para o desemprego milhares de pessoas e aniquilaria a economia de vários concelhos”, para além de ser “uma machadada na cultura, identidade e liberdade dos portugueses”.

No meio de tantas polémicas, sabe-se que quinze municípios já declararam a tauromaquia como Património Cultural e Imaterial de Interesse Municipal, com o objetivo de o Governo classificar o setor como Património Cultural de Portugal.

De acordo com a Prótoiro, o distrito de Viana do Castelo e a Madeira são as únicas zonas de Portugal onde não existem manifestações tauromáquicas.

A tauromaquia é um espetáculo tradicional de lide de touros bravos, do qual, os primeiros registos desta cultura remontam para o século XII. 



(trabalho realizado a 26.05.2013, no âmbito da cadeira de Seminário do Jornalismo)

O Papa do Povo






Considerado um homem de gestos simples, afável e defensor dos pobres, o Papa Francisco, 76 anos, é o 266º Papa da igreja Católica e atual Chefe de Estado do Vaticano, sucedendo a Bento XVI.

Jorge Bergoglio decidiu ser padre quando Amalia, namorada de infância, rejeitou o seu pedido de casamento. A troca de cartas entre ambos foi finalizada pelos pais de Amalia, que trataram de garantir que a jovem nunca mais visse Bergoglio. “Leram apenas uma e custou-me uma bofetada do meu pai”, recorda Amalia, atualmente com 76 anos.

É o primeiro Papa não europeu em 1200 anos e o único jesuíta da história do Vaticano. O Papa Francisco tomou posse do seu cargo no dia 13 de Março, depois de Bento XVI abdicar do papado em Fevereiro. Numa altura em que a Igreja Católica está fragilizada, devido aos diversos escândalos que a envolvem, o que distingue o Papa Francisco de Bento XVI?

Joseph Ratzinger, agora Pontífice Emérito, tornou-se Papa da Igreja Católica em Abril de 2005, após a morte de João Paulo II. Apresenta-se como um homem recatado, tímido e simples, mas foi muitas vezes criticado pela imprensa.

A sua firme negação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e a atitude pouco clara em relação aos crimes sexuais contra menores, sendo até acusado de participar no encobrimento de casos de pedofilia, foram os aspetos mais controversos deste pontificado. Noutro episódio, em Setembro de 2006, Bento XVI provocou protestos no mundo muçulmano ao citar o imperador bizantino Manuel II, que descreveu o profeta Maomé como um propagador de ideias “ruins e desumanas”.~

Se em muitas ocasiões o antigo Papa se remetia ao silêncio, nomeadamente, acerca dos escândalos sexuais, o Papa Francisco defende abertamente a punição dos agressores e, com isso, a credibilização da Igreja.

A própria escolha do nome Francisco é um indicador de mudança no papado. Ao evocar o Santo de Assis, apóstolo da pobreza, o pontífice apela a “uma Igreja pobre para os pobres”, afirma que “a minha gente é pobre e eu sou um deles” e ambiciona construir uma Igreja Católica rica mas sem luxúrias.

Essa mudança é visível não só nos gestos simbólicos - como a simplicidade no vestir ou a renúncia às joias - mas também na intenção de conduzir o "grande serviço do ministério do Papa à sua verdade e à sua funcionalidade" e "dar prioridade à vitalidade pastoral, não deixando que a burocracia administrativa tome o primeiro lugar".

No passado dia 12 de abril, sexta-feira, o Papa Francisco deu o primeiro passo para a reforma da cúpula da Igreja Católica, ao nomear um conselho que vai estudar mudanças na constituição apostólica. Entende-se que esta reforma seja lenta, mas os oito cardeais têm até outubro para estudar propostas e apresentá-las ao Papa.


(traballho realizado a 14.04.2013, no âmbito da cadeira de Seminário do Jornalismo)